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Concelho
Lamego desde sempre foi alvo de muitas teorias. Segundo alguns autores, o topónimo terá sido construído a partir do radical lígure lam, ao qual um gentílico terá juntado o sufixo aecus, resultando Lamaecus, tendo sido o primeiro possessor de um fundo agrário; para outros, Lamego terá tido origem na povoação greco-celta Laconimurgi; ainda existe a teoria, baseada na referência de urbs Lemacenorum, da autoria de Ptolomeu, do século II. Porém, a questão toponímica de Lamego continua ainda por desvendar, por não existirem provas em concreto.
Lamego, nobre e antiga cidade de solares, igrejas e do seu imponente castelo, é também o berço da secular Romaria de Nossa Senhora dos Remédios. Nas suas ruas e na arquitetura dos seus edifícios permanecem marcas indeléveis de povos antigos que, ao longo dos séculos, procuraram conquistar este território. Foi uma das primeiras cidades a erguer-se como sede episcopal, ocupando um lugar de destaque na história nacional, não só pela sua antiguidade, mas também pelo seu valioso património artístico e pela beleza natural que a envolve. Cidade de luz, cor e múltiplas fragrâncias, Lamego envolve os seus habitantes e os que a visitam com os seus deslumbrantes jardins e avenidas verdejantes, que convidam ao repouso e à comunhão com a natureza. É, ainda, uma cidade de cultura e património por excelência, que atrai milhares de visitantes — não apenas em setembro, aquando da maior romaria de Portugal, mas ao longo de todo o ano — que percorrem as suas colinas e paisagens agrestes, admiram as vinhas, apreciam o artesanato local e se deliciam com uma gastronomia de rigor e tradição.
A agricultura continua a ser um dos principais motores do desenvolvimento e afirmação da cidade, com destaque para a produção vitivinícola, de grande relevância histórica e profundamente enraizada nas tradições e costumes das populações locais. Foi, de facto, o vinho que impulsionou o crescimento de Lamego, consolidando a sua posição enquanto importante centro económico da região. Por sua vez, a arquitetura religiosa assume em Lamego um carácter singular, reflexo do facto de a cidade acolher uma das dioceses mais antigas de Portugal.
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Enquadramento Geográfico
Através dos dados estatísticos recolhidos do INE, PORDATA e Câmara Municipal de Lamego, a cidade de Lamego pertence ao Distrito de Viseu, Região Norte e sub-região do Douro. A cidade de Lamego situa-se na província portuguesa de Trás-os-Montes e Alto Douro, mais concretamente no extremo Sul do sistema urbano do Alto Douro, desenvolvendo-se num planalto delimitado a Nascente pelos rios Balsemão e Varosa, a Norte pelas fortes pendentes da margem esquerda do Douro, a Poente pelo sistema montanhoso da Serra das Meadas e a Sul pelos contrafortes do Planalto Beirão. Apresenta a sua cota máxima aos 1124m no lugar da Fonte da Mesa situado na Serra das Meadas, limite oeste, zona onde se localiza um dos postos vigia da Rede Nacional e a cota mínima regista-se no limite Norte do concelho junto ao rio Douro com um valor de altitude de 50m, contando com 12.214 habitantes no centro urbano, sendo esta a segunda maior cidade do distrito.
É sede de município com 165,42 km² de área e com um total de 24.312 habitantes (Censos 2021), subdividido em 18 freguesias, sendo estas: Avões, Britiande, Cambres, Ferreirim, Ferreiros de Avões, Figueira, Lalim, Lamego (Almacave e Sé), Lazarim, Penajóia, Penude, Samodães, Sande, União de Freguesias de Bigorne, Magueija e Pretarouca, União de Freguesias de Cepões, Meijinhos e Melcões, União de Freguesias de Parada do Bispo e Valdigem, Várzea de Abrunhais e Vila Nova de Souto D’el Rei.
Variação da população residente em Lamego, por faixa etária:
1911
1920
1930
1940
1950
1960
1970
1981
1991
2001
2011
2021
0-14 Anos
11 790
10 937
12 051
13 407
12 198
12 276
10 805
10 063
6669
4654
3718
2544
15-24 Anos
6450
6235
6741
7155
7191
6201
5405
6198
5729
4357
3026
2531
25-64 Anos
12 698
12 740
13 576
14 437
15 014
15 208
12 535
13 233
13 788
14 179
14 546
12 891
= ou > 65 Anos
1379
1323
1818
2016
2289
2635
2740
3339
3978
4891
5401
6346
Total:
32 317
31 235
34 186
37 015
36 692
36 320
31 485
32 833
30 164
28 081
26 691
24 312
Variação:
6,84%
-3,35%
9,45%
8,28%
-0,87%
-1,01%
-13,31%
4,28%
-8,13%
-6,91%
-4,95%
-8,91%
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Caracterização Física
Topografia e Altimetria
O Concelho de Lamego carateriza-se por uma enorme diversidade ao nível da altimetria, apresentando os valores mais baixos entre os 50 e os 100 metros, perto do Rio Douro e os pontos mais elevados localizam-se na Serras das Meadas e Serra de Montemuro. Por conseguinte é possível concluir que o concelho apresenta uma grande variação ao nível da altimetria, de onde resulta também heterogeneidade na sua morfologia o que permite alguma diversidade na estrutura e composição do solo e da vegetação, tornando-se assim mais difícil a previsão do comportamento do fogo.
Hidrografia
Em termos hidrográficos o Concelho de Lamego é caraterizado essencialmente por três rios, o rio Douro, sendo o maior em termos de caudal, o rio Balsemão que atravessa quase todo o concelho desaguando no terceiro mais importante que é o rio Varosa onde foi construída uma mini-hídrica.
Solo
Relativamente à ocupação do solo, pode-se concluir que os incultos ocupam cerca de 31,46 % do território, encontrando-se sobretudo a Sul e a Oeste mais concretamente nas freguesias de Lazarim, Penude e União de Freguesias de Bigorne, Magueija e Pretarouca. A agricultura ocupa a maior área, com cerca de 42,37% do total do município, destacando-se a cultura da vinha na parte Norte e Este do concelho, ocupando as culturas de regadio, os vales ao longo das linhas de água.
Clima
De uma forma generalista, o concelho de Lamego possui um clima marítimo de transição e/ou de climas diferenciados. Consoante a disposição topográfica e o gradiente térmico, as temperaturas serão mais elevadas nas áreas de menor altitude, assim como será mais chuvoso nos lugares cujas vertentes estejam voltadas a poente. À medida que a deslocação é feita para sul, como a altitude aumenta, é previsível que os valores dos dois parâmetros referidos se aproximem dos registados na estação climatológica de Moimenta da Beira.
Temperatura
Na região do vale do rio Douro os valores médios da temperatura do ar variam durante o ano, como é normal no resto do país, atingindo o máximo em julho e/ou agosto e o mínimo em janeiro e/ou ocasionalmente em dezembro). A amplitude da variação anual da temperatura do ar (diferença entre as temperaturas médias do mês mais quente e do mês mais frio do ano) apresentou o valor de 14,9ºC na Régua e 16,5ºC no Pinhão. O número médio de dias no ano com temperatura máxima superior a 25ºC é de 125 dias na Régua e 126 dias no Pinhão, originando noites tropicais, ou seja, com temperatura mínima superior a 20ºC.
No concelho de Lamego a temperatura varia essencialmente com a altitude diminuindo de Norte para Sul, sendo que nas freguesias da parte Sul do Concelho de Lamego, situadas a maior altitude, é previsível que os valores da temperatura se assemelhem aos registados na estação climatológica de Moimenta da Beira, verificando-se uma diminuição geral, na ordem de 2 a 3°C, nos valores médios da temperatura do ar, um aumento do número de dias com temperatura inferior a 0,0°C e diminuição também do número de dias com temperatura superior a 20,0°C.
As elevadas amplitudes térmicas registadas têm como consequência o favorecimento da erosão nas encostas mais debilitadas do concelho. Nos meses de verão registam-se as temperaturas mais elevadas, facto esse que conduz à diminuição da humidade no ar e propício á ocorrência de incêndios violentos.
Precipitação
A precipitação, varia entre uma média de 671.7mm por ano em Pinhão, 950mm na Régua e 1061.5mm em Moimenta da Beira. Igualmente, a precipitação distribui-se por maior número de dias em Moimenta da Beira comparativamente à Régua e ao Pinhão.
Durante os meses de maior perigo de incêndio (junho, julho, agosto e setembro), ocorre em média 10 a 14% da precipitação anual, dependendo do local. Saliente-se também que mesmo nos meses mais quentes do ano a precipitação está acima dos 10mm.
Nos últimos anos têm-se assistido a uma diminuição dos valores de precipitação, nos referidos meses de maior perigo de incêndio, bem como nos períodos que os precedem pelo que a suscetibilidade de ocorrência de incêndios tem sido, logicamente, maior.
Fauna e Flora
O concelho de Lamego é caraterizado, por uma grande diversidade de espécies, em resultado das diferenças altimétricas, litológicas e climáticas que apresenta o território. Podem distinguir-se três áreas fundamentais, em função destas diferenças:
1. Uma zona mais a Norte, que se insere na sub-zona ecológica do Douro, de baixas altitudes e de clima mediterrânico, onde se encontram algumas espécies indígenas, como o sobro, o azinho e o carvalho lusitânico, sendo propícia à exploração da vinha da Região Demarcada do Douro, da oliveira e da cerejeira, encontrando-se aqui uma zona de produção de cerejas que é a mais precoce da Europa.
2. Uma região intermédia e de transição, sub-zona ecológica, submontana de altitudes médias que rondam os 400/800m, onde abunda uma policultura variada e rica, de trigo, milho, batata, vinho, castanheiros e pomares, principalmente macieira.
3. Uma terceira zona, sub-zona ecológica de montanha, situada a sul e de altitudes mais elevadas, acima dos 700/800m, de características serranas e clima atlântico, onde encontramos uma agricultura baseada na cultura dos castanheiros (Castanea sativa) e do centeio. Possui ainda zonas de pasto e de floresta com espécies como o carvalho alvarinho (Quercus robur), vidoeiro (Betula alba), pinheiro bravo (Pinus pinaster), pinheiro-silvestre (Pinus silvestris), bem como formações de matas (giestas, tojo, urzes). Nestas zonas encontram-se explorações de gado (bovino, ovino, caprino), sendo os bovinos de raça autóctone Arouquesa, os que apresentam maior expressão. A fauna selvagem mais comum é constituída por espécies como o javali (Sus scrofa), perdiz (Alectoris rufa), coelho (Oryctolagus cuniculus), lebre (Lepus granatensis), raposa (Vulpes vulpes), geneta (Genetta genetta), galinhola (Scolopax rusticola), codorniz (Coturnix coturnix), víboras, aves de rapina e outros. Da fauna piscícola da região destaca-se a truta e a boga, que se podem encontrar no rio Balsemão.
Acessibilidades
As 18 freguesias do Concelho de Lamego estão abrangidas por uma variada rede de distribuição viária, ou seja, Lamego está ligado através da EN2 a Viseu, através da EN226 a Resende, através da EN2 a Peso da Régua, através da EN222 a Tabuaço, através da EN313 a Armamar, através da EN226 a Tarouca e através da EN2 a Castro D’Aire. A única via rápida que passa por Lamego é a A24, antiga IP3, que une esta cidade com o seu distrito, isto é, Viseu e com a cidade de Vila Real.
Gastronomia
A gastronomia em Lamego é comparada a arte e festa. Uma grande parte dos pratos e da doçaria tradicional tem uma história velha de séculos e as suas receitas passaram de geração em geração. Quem visita Lamego pode degustar dos mais variados pratos, começando pelos pratos típicos, tais como o cabrito assado, com arroz de forno e batatas assadas, o coelho assado no forno, as trutas de escabeche, os milhos com carne de vinha d'alhos, não podendo deixar de parte os petiscos e iguarias recomendados, de onde se destacam as bôlas de presunto, fiambre, vinha d'alhos, frango, atum, sardinha e bacalhau e ainda o saboroso presunto, o afamado queijo e as carnes de porco fumadas (enchidos), acompanhadas de uma belíssima broa de milho.
No que concerne aos doces com origem conventual, destacam-se os peixinhos de chila, o doce de ovos, o pão de ló, os pastéis “Lamegos” com crocante de amêndoa, o biscoito da Teixeira e o majestoso leite creme
De realçar que a carta de vinhos que marcam esta região do Douro, apresenta um leque variado de brancos e tintos de mesa, bem como o espumante natural e vinho do porto.
Artesanato
Lamego é uma cidade cheia de tradições e arte que enriquecem e engrandecem a sua identidade cultural, diferenciando-a de muitas cidades. A sabedoria dos artesãos lamecenses foi ao longo dos anos passada de pais para filhos, constituindo assim um forte motivo de atração turística. A cestaria é uma das artes mais típicas de Lamego e está associada aos métodos tradicionais de fazer a vindima. Os cestos em madeira de castanho foram usados para transportar as uvas para os lagares, bem como a arte da tanoaria, com as pipas e tonéis em madeira de carvalho, elementos associados à cultura e aos hábitos locais. Atualmente, é por amor à tradição que muitos artífices resistem às novidades do progresso e continuam a fabricá-lo com as suas próprias mãos, à moda dos velhos tempos, sendo exemplo disso a freguesia de Lazarim, onde são esculpidas as máscaras de Carnaval em madeira e consideradas um dos ex-libris do artesanato lamecense. Estas máscaras são uma verdadeira obra de arte e um dos maiores orgulhos da população. Albardas, cabeçadas, correias e outros utensílios para animais são também elementos representativos do artesanato lamecense. A olaria, com barro preto, a marcenaria, a funilaria, a tecelagem e os trabalhos em ferro forjado e em cantaria são outras formas do artesanato que têm ainda uma expressão bem viva.
Festividades
As Festas de Nossa Senhora dos Remédios, conhecidas como a Maior Romaria de Portugal, são as mais importantes da cidade. Iniciam na última quinta-feira de agosto e vigoram até ao dia 9 de setembro, onde milhares de romeiros vêm agradecer à Nossa Senhora dos Remédios a resposta às suas preces. Outros vêm apenas para conhecer essa grande celebração, onde os rituais religiosos e a diversão (sagrado e profano) se conjugam e fazem a grande festa. A Semana Santa é o momento alto da vida religiosa da cidade. Decorrem durante as três semanas que antecedem o Domingo de Páscoa e as igrejas adquirem uma solenidade especial e as populações estão em tempo de reflexão e de oração. A Via-Sacra, a Bênção das Flores e o Ritual do Pão Quente são alguns dos grandes momentos destas semanas. A Feira de Santa Cruz é uma das mais animadas de Lamego. Tem lugar no dia 3 de maio, no Parque Urbano da Cidade de Lamego, sendo a feira marcada pelas corridas e desfiles de cavalos, mas também pela mostra de raças de gado da região. Os lamecenses fazem deste evento uma festa onde a competição saudável, o convívio e a alegria são palavras de ordem. O Carnaval de Lazarim é um dos mais típicos do país. Para além do desfile das tradicionais máscaras de Lazarim, criadas por artesãos locais, um dos momentos altos destes dias é a leitura dos testamentos dos compadres e das comadres, pelo que nesta altura tudo continua a ser realizado como manda a tradição. Tradição mais que centenária, a Queima dos Judas, em Lalim, atinge em cada ano uma expressão única situando-se entre as mais significativas do calendário pascal. Trata-se de uma evocação do passado, de uma vivência do presente e de uma construção do futuro, pois nela se confere voz às raízes e à memória viva do dia-a-dia social e cultural. Para além de todas estas festas descritas, ainda se juntam todas aquelas que cada freguesia comemora, normalmente uma vez por ano e que em geral são comemoradas em honra do Santo Padroeiro da mesma. São ainda realizadas feiras temáticas que decorrem na sede do Concelho e eventos solidários ou montras, com especial destaque para os produtos regionais (Feira da Bôla, Feira da Gastronomia, Feira da Cereja, entre outras).
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Indicadores Demográficos
Dimensão demográfica do concelho
Ao longo dos tempos o concelho de Lamego tem perdido população, sendo que a falta de oportunidade de emprego é a principal razão apontada, associado ainda à baixa dinâmica empresarial local, que praticamente obriga os jovens a abandonarem os locais de nascimento, acreditando que o futuro mais favorável passa pela desvinculação para centros urbanos de maior relevância e até mesmo pelo estrangeiro, contribuindo desta forma para a quebra demográfica local.

Segundo dados atuais e de acordo com os últimos Censos 2021, o concelho de Lamego apresenta um total de 24.312 habitantes, divididos pelas 18 freguesias. Tendo em conta a recolha de dados efetuada desde o ano 1991 até aos últimos dados plasmados, verifica-se que Lamego perdeu cerca de 20% da população de origem. Analisando a tabela supra, verifica-se que entre o ano de 1991 e 2001, Lamego perdeu 2083 habitantes, registando-se um decréscimo entre 2001 e 2011 num total de 1470 e por fim entre 2011 e 2021 uma redução de 2299 habitantes, o que perfaz um total de 5852 habitantes a menos, compreendidos durante o período de 1991 a 2021 e que se traduz numa variação negativa de 19,40% da população residente.
Dimensão demográfica por freguesia
No que concerne à distribuição da densidade populacional por freguesias e de acordo com 4 momentos de faixa etária, esta apresenta os seguintes valores na tabela infra:
FREGUESIAS / FAIXA ETÁRIA
0-14
15-24
25-64
>65
TOTAL
AVÕES
46
49
294
113
502
BRITIANDE
69
69
408
246
792
CAMBRES
120
169
836
467
1592
FERREIRIM
93
78
444
283
898
FERREIROS DE AVÕES
50
45
227
104
426
FIGUEIRA
21
26
143
89
279
LALIM
59
64
342
194
659
LAMEGO (ALMACAVE / SÉ)
1482
1305
6509
2775
12071
LAZARIM
25
36
197
149
407
PENAJÓIA
70
70
411
253
804
PENUDE
123
171
737
375
1406
SAMODÃES
17
15
81
59
172
SANDE
92
87
442
190
811
UF BIGORNE, MAGUEIJA E PRETAROUCA
39
52
307
177
575
UF CEPÕES, MEIJINHOS E MELCÕES
85
108
509
268
970
UF PARADA DO BISPO E VALDIGEM
80
66
480
265
891
VÁRZEA DE ABRUNHAIS
20
35
170
104
329
VILA NOVA DE SOUTO D'EL REI
53
86
354
235
728
TOTAL:
2544
2531
12891
6346
24312
Fonte: Censos 2021
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Outros indicadores
Turismo
Lamego, no coração do Douro, tem vindo a afirmar-se como um destino turístico de referência em Portugal. Em 2022, a Loja Interativa de Turismo (LIT) recebeu 20 776 visitantes, um crescimento de 7,6 % em relação ao ano anterior, impulsionado sobretudo pelos visitantes oriundos de França, Espanha e Estados Unidos. No que toca a alojamento, o concelho de Lamego conta com cerca de 60 unidades (entre hotéis, Alojamento Local e casas de turismo rural), sendo o que mais oferta disponibiliza na sub-região do Douro.
Além destes indicadores quantitativos, Lamego destaca-se pelas experiências qualitativas: visita ao seu Museu (com tesouros nacionais), passeio pelo Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Castelo, Cisterna, Núcleo Arquiológico, enoturismo nas vinhas em socalcos, gastronomia genuína (cabrito, trutas, doces regionais) e uma agenda rica de eventos religiosos e populares, como a Romaria, a Feira da Bôla, Feira Medieval e as festas anuais.
Educação
Ao longo dos últimos anos letivos tem existido uma redução do número de alunos a frequentar os estabelecimentos de ensino do concelho, levando a um reordenamento do parque escolar, que se traduziu na construção de Centros Escolares e no encerramento de várias escolas da Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico, até então existentes nas diversas freguesias, para responder às necessidades educativas da região.
Atualmente o concelho de Lamego tem como oferta educativa todos os níveis de escolaridade que integram o sistema educativo português, inclusivamente o Ensino Superior e com a seguinte distribuição a nível público e privado:
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS LATINO COELHO
CENTRO ESCOLAR DE LAMEGO Nº 1 (PRÉ-ESCOLAR E 1º CEB)
CENTRO ESCOLAR DE LAMEGO SUL - PENUDE (PRÉ-ESCOLAR E 1º CEB)
ESCOLA BÁSICA DE CAMBRES (PRÉ-ESCOLAR E 1º CEB)
ESCOLA BÁSICA DE LAMEGO (2º CEB E 3º CEB - 7º ANO)
LICEU LATINO COELHO (3º CEB, ENSINO SECUNDÁRIO E ENSINO PROFISSIONAL
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA SÉ
CENTRO ESCOLAR DE LAMEGO Nº 2 (PRÉ-ESCOLAR E 1º CEB)
CENTRO ESCOLAR DE LAMEGO SUDESTE - FERREIRIM
ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DA SÉ
ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DE LAMEGO
LICENCIATURAS
MESTRADOS
PÓS-GRADUAÇÕES
CTeSP's
CURSOS BREVES
ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DE LAMEGO
ENSINO PROFISSIONAL
ENSINO DE ESPECIALIZAÇÃO TECNOLÓGICA
FORMAÇÃO EXECUTIVA
ENSINO PRIVADO
ASSOCIAÇÃO PELA INFÂNCIA E TERCEIRA IDADE DE LAMEGO
CRECHE E PRÉ-ESCOLAR
ASSOCIAÇÃO INFANTÁRIO E JARDIM INFANTIL O PINTINHAS
CRECHE E PRÉ-ESCOLAR
CENTRO INFANTIL MÃE ADMIRÁVEL
CRECHE E PRÉ-ESCOLAR
SANTA CASA DA MISERICÓRIDIA DE LAMEGO
CRECHE E PRÉ-ESCOLAR
PATRONATO DE SÃO JOSÉ
CRECHE E PRÉ-ESCOLAR
COLÉGIO DE LAMEGO
1º CEB
2º CEB
3º CEB
ENSINO SECUNDÁRIO
ENSINO PROFISSIONAL

Mapa do Concelho